Antes da tempestade chegar…
Junho 11th, 2009
A noite pesa sobre os ombros,
Os olhos é que se queixam.
O cérebro quer escrever,
As mãos é que não deixam.
A mente enterra-se,
Os braços não mentem.
Os livros chamam,
Os ouvidos não sentem.
A cabeça cai,
O corpo estremece.
Acordo e faço um esforço,
É para minha benéce.
Viro o pescoço,
Distraio o pensamento.
Antes da tempestade chegar,
Aprecio este momento.
Afinal a lua também é um planeta
Junho 9th, 2009
As minhas aulas de Geologia foram há pouco invadidas por polémica que eu causei. Para mim, a lua não era um planeta. À custa disso, errei uma pergunta que vinha no Teste Intermédio, para eu classificar como verdadeira ou falsa:
A lua é um planeta geologicamente inactivo
Falsa, julgava eu! Onde foram eles buscar a ideia que a lua era um planeta? Para mim a lua sempre foi um satélite natural da Terra, não um planeta. Resolvi confrontar a minha professora de Geologia que, se me permitem, de competência que deixa a desejar, me diz que não tem a certeza. Ora se a minha professora não tem a certeza, como poderei eu ter?
Resolvi averiguar, por outras palavras, pesquisar no Google, e obtive uns resultados interessantes. Alguém concordava comigo! Afinal eu tinha razão, a lua não é um planeta. Lembrei-me de um trocadilho do meu tio: “Nem tudo o que vem à ‘net’ é peixe”. Não me devia contentar com apenas um resultado, e continuo a pesquisar. Outras pessoas concordavam comigo! Até diziam mal de quem achava que a lua era um planeta. Senti-me com vontade de esfregar estes resultados na cara do autor do exame intermédio e, quiçá, ensinar algo à minha professora.
Ainda descontente, vi no fundo da página, de uma fonte fidedigna um título que me destroçou: “A Lua também pode ser um planeta?”. A interrogação oferecia-me uma réstia de esperança. Li o texto todo, que e passo a destacar:
A confusão instalou-se com a nova definição proposta na passada semana na UAI, segundo a qual todos os objectos que giram em torno do Sol são planetas, excepto se andarem à volta de outro planeta. Mas existe uma outra condição para legitimar o estatuto de planeta: se o centro de gravidade estiver fora do astro maior, então o mais pequeno também passa a ser merecedor do tão prestigiante título(…)
Senti uma ira descomunal. A minha professora já me havia dito, a ciência é dinâmica, mas como raio haveria eu de saber que aquilo que me ensinaram no básico tinha sido alvo de ponderação científica?
Foi preciso a máquina substituir o homem. Desta polémica toda, colocando a indignação de parte, chego a uma única conclusão: a tecnologia ultrapassou o homem. Sabe mais que uma professora, engana qualquer aluno. Lembrem-se sempre: “Nem tudo o que vem à ‘net’ é peixe”.
Raio do remorso…
Junho 9th, 2009
Sinto-me com remorsos… Não apenas de não ter estudado de manhã, mas pelo que disse. Saiu e foi interpretado de maneira errada. Generalizei falaciosamente, sabendo que tu não merecias. Foi um impulso, tudo devido ao remorso que inserias com perícia na minha cabeça. Sei perfeitamente que o que estavas a dizer teve uma segunda intenção, algo que aprendeste em psicologia talvez, mas foi algo que me estava realmente a atingir. Mas porra, tenho apenas uma semana, estava nervoso!
Rapidamente puseste um olhar sério e eu senti-me impotente, a tua capacidade de me fazeres sentir culpado é inigualável. Se pudesse voltar atrás, provavelmente diria “obrigado“. Como não posso, digo “desculpa“.
Quem somos nós para privar a felicidade?
Junho 8th, 2009
Desde que nascemos que criamos laços com todas as pessoas que nos rodeiam. Os nossos irmãos ensinam-nos o companheirismo, o nosso pai transmite-nos todos os valores e educação, a nossa mãe transmite maioritariamente o carinho e a segurança. Os laços criados com a nossa família moldam a nossa personalidade e formam o nosso carácter. Não crescemos altruístas porque sim. Crescemos altruístas porque desde cedo aprendemos que a felicidade dos outros tem tanta importância como a nossa. Os laços que em petiz achavamos que nos sufocavam conduzem-nos à vida.
Quando sentimos falta de uma peça no puzzle, os laços deixam de se entrelaçar e estamos por nossa conta. A vida, injusta como ela é, deixa-nos à deriva agarrados aos nossos valores. Procuramos, inicialmente, a nossa felicidade. É fácil de encontrar, é difícil de manter. Tudo deixa de fazer sentido quando olhamos para trás e reparamos no vazio que ficou, algo inatíngivel fisicamente. A mente prega-nos uma partida: a nossa felicidade nunca será mantida.
Resta-nos o altruísmo dos outros, a sua tentativa inocente, por vezes inconsciente, de nos ver sorrir, de nos ver felizes. Eu tento agarrar as oportunidades, mas o meu altruísmo impede-me. Encosta o meu egoísmo a um canto com toda a sua garra e tenta… tenta fazer outrém feliz! Mas devo-me culpar por ser altruísta por demasia? Ou o meu altruísmo é espelho de um ainda maior egoísmo?
A mente coloca-me numa realidade adversa, onde as minhas prioridades se invertem. O meu altruísmo foi agora esmagado pelo meu egoísmo que retaliou, sem que eu soubesse. Acordo para a realidade. Olho para trás, o vazio mantém-se. A mente compõe-se. A felicidade corre a meu lado, só preciso de a saber acompanhar. Estico a mão na tentativa de a agarrar e… consigo! O que era inatíngivel fisicamente, tornou-se atingível espiritualmente. Forma-se uma simbiose entre o nada e o tudo, onde nada se torna o tudo e o tudo se torna o nada.
Redefino as minhas prioridades. Faço as pazes entre o egoísmo e o altruísmo. Olho para trás e não vejo um vazio. Vejo tudo.
Também já tenho um blog pessoal
Junho 7th, 2009
Após muito tempo de espera e de hesitação, decidi finalmente dar um passo em frente. Não percebo a razão da demora, mas finalmente criei um espaço onde poderei falar, nem que seja apenas para o google. Parece que isto dos blogs se tornou uma moda, mas neste momento estou a olhar para além das tendências. Estou a olhar para a minha necessidade de escrever, de desabafar. Existe melhor maneira? Eu acho que não!
O génesis (permite-me o roubo da expressão, Carlos) de um blog é sempre complicado, pelo menos para mim, porque depois da construção vem sempre a desmotivação. Mas como este é um blog pessoal, em princípio, não existirão desmotivações ou quaisquer eventualidades que me poderão entristecer. Falo, por exemplo, da falta de comentários, que é algo que invade o meu blog (reparem no paradoxo).
E termino assim a apresentação do meu humilde blog, ainda muito simples, mas que aos poucos espero enriquecer com alguns detalhes pessoais e assuntos que acho de interesse geral.
Até já!