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	<title>Diogo Pinto</title>
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	<description>&#34;As palavras são o espelho da minha alma...&#34;</description>
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		<title>Tentamos</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 15:18:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Cabelos que pairam com o vento
Mistério, tua epressão inacabada
És solo que piso neste momento
Suporte da minha alma enferrujada.
Dúvida que fica, permanece
Lágrimas de um coração petrificado
Sonhos cheios de quem não esquece
Um futuro em chão fraco edificado.
Abraça-me, diz-me, onde estou?
Sigo a linha do Fado, onde vamos?
Esquece o amargo trilho que para trás ficou
Não podemos dizer que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cabelos que pairam com o vento<br />
Mistério, tua epressão inacabada<br />
És solo que piso neste momento<br />
Suporte da minha alma enferrujada.<br />
Dúvida que fica, permanece<br />
Lágrimas de um coração petrificado<br />
Sonhos cheios de quem não esquece<br />
Um futuro em chão fraco edificado.<br />
Abraça-me, diz-me, onde estou?<br />
Sigo a linha do Fado, onde vamos?<br />
Esquece o amargo trilho que para trás ficou<br />
Não podemos dizer que não tentamos.</p>
<p>Diogo Pinto</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ele e ela&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 12:07:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafos]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita Criativa]]></category>

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		<description><![CDATA[Chega a casa, senta-se. Segura o coração na mão, afundado na mancha verde da sua alma. Envolvente a música contígua, permite-o sentir, nada mais. O coração pouco bate, permanece frígido.
Aquece com ambas as mãos na tentativa de o reanimar. Fricciona. Espera. Atenta. Desespera. Não o consegue, pelo menos sozinho.
Chega a casa em choque. Ele está sozinho, tem nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chega a casa, senta-se. Segura o coração na mão, afundado na mancha verde da sua alma. Envolvente a música contígua, permite-o sentir, nada mais. O coração pouco bate, permanece frígido.</p>
<p>Aquece com ambas as mãos na tentativa de o reanimar. Fricciona. Espera. Atenta. Desespera. Não o consegue, pelo menos sozinho.</p>
<p>Chega a casa em choque. Ele está sozinho, tem nas mãos o coração. Abraça-o que chora. A dor não desaparece, é maior, quando está com ela.</p>
<p>A dor permanece e ninguém sabe porquê. O coração está pousado nas mãos, untadas a lembranças. Não o consegue largar. Tenta, em desespero, não pensar, apenas sentir. A antimetafísica é eficaz, a curto prazo.</p>
<p>A dor volta. O coração não a quer. Afasta-se lentamente, numa gradação que assola. O coração para, mas continua com eles. Para sempre.</p>
<p>Ele e ela. O Amor e a Saudade.</p>
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		<title>Fadas do pensamento</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 21:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafos]]></category>

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		<description><![CDATA[És pó, és formiga
És senhora do momento
És questão que me intriga
És nada ao sabor do vento
És cola que me liga
És fada do pensamento
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>És pó, és formiga<br />
És senhora do momento<br />
És questão que me intriga<br />
És nada ao sabor do vento<br />
És cola que me liga<br />
És fada do pensamento</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Frases reticentes</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 15:50:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quentes, implacáveis, destemidas, displicentes&#8230; Frases reticentes! Nada inocentes&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quentes, implacáveis, destemidas, displicentes&#8230; Frases reticentes! Nada inocentes&#8230;</p>
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		<title>Não é em vão&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 22:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafos]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita Criativa]]></category>

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		<description><![CDATA[Não escrevo em vão. Tudo me levava a acreditar que o fazia. Tudo que articulava não passavam de devaneios que nunca sentiram o doce sabor da existência reconhecida. Mas sei agora, tardiamente, que não escrevo em vão. Que as minhas palavras comovam, que aqueçam. Não faço delas a minha existência. Devem-me elas a sua existência.
Teço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não escrevo em vão. Tudo me levava a acreditar que o fazia. Tudo que articulava não passavam de devaneios que nunca sentiram o doce sabor da existência reconhecida. Mas sei agora, tardiamente, que não escrevo em vão. Que as minhas palavras comovam, que aqueçam. Não faço delas a minha existência. Devem-me elas a sua existência.</p>
<p>Teço o meu discurso com um sorriso que não disfarço. Não é orgulho, não é vaidade. É saber… saber que o lês.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Falhei&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 00:32:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Promessas não cumpridas desmoralizam-nos. Sinto a cabeça pesada de pensar no que cumpri até hoje.  Sinto-me um jovem tartufo. Tudo aquilo que terei dito não passaram de palavras vãs, articuladas por preposições simples. Falhei.
Os meus objectivos eram simples, nada impossíveis. Estou a tempo de lutar, tenho um punho de ferro&#8230; Bato na mesa! Grito, esmurro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Promessas não cumpridas desmoralizam-nos. Sinto a cabeça pesada de pensar no que cumpri até hoje.  Sinto-me um jovem tartufo. Tudo aquilo que terei dito não passaram de palavras vãs, articuladas por preposições simples. Falhei.</p>
<p>Os meus objectivos eram simples, nada impossíveis. Estou a tempo de lutar, tenho um punho de ferro&#8230; Bato na mesa! Grito, esmurro a caneta que parte! Pontapeio a parede e reparo&#8230; Reparo que nada mexeu. O mundo continou a girar. A parede intacta, a caneta reduzida a uma total inutilidade&#8230; Não encontro ordem no caos.</p>
<p>Encontro-me num caminho largo que atravesso a passadas largas. As pernas vão o mais esticadas possíveis&#8230; É melhor abrandar. Não quero voltar&#8230; voltar a falhar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O poder da análise</title>
		<link>http://www.diogopinto.net/2009/09/o-poder-da-analise/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 00:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando olhamos para o fundo do nosso coração, algo que nos parece impossível para algo tão fisicamente pequeno, damos de caras com a imensidão da nossa inocência. Somos, acima de tudo, grãos de pó. Significantes, mas grãos de pó.
O passado apenas nos indica, cada vez com mais clareza, o caminho que temos para percorrer: um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando olhamos para o fundo do nosso coração, algo que nos parece impossível para algo tão fisicamente pequeno, damos de caras com a imensidão da nossa inocência. Somos, acima de tudo, grãos de pó. Significantes, mas grãos de pó.</p>
<p>O passado apenas nos indica, cada vez com mais clareza, o caminho que temos para percorrer: um caminho que leva à auto-destruição inevitável. A nossa significância leva-nos a isso. Somos grãos de pó destruidores, e o mundo não aguenta com todos.</p>
<p>&#8220;Sou significante&#8221; &#8211; disse o grão de pó&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>São os pequenos gestos&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 14:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Apoiada sobre a bengala, com dois olhos azuis penetrantes, vinha de encontro a mim com cara de sofrimento. O rosto sugestivo de um enorme esforço força-me a abordagem, enquanto faço um sinal a conceder a passagem: &#8220;Faça favor&#8230; A senhora está bem?&#8221;. A expressão mudou, a sua boca havia formado desta vez um sorriso e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apoiada sobre a bengala, com dois olhos azuis penetrantes, vinha de encontro a mim com cara de sofrimento. O rosto sugestivo de um enorme esforço força-me a abordagem, enquanto faço um sinal a conceder a passagem: &#8220;Faça favor&#8230; A senhora está bem?&#8221;. A expressão mudou, a sua boca havia formado desta vez um sorriso e o brilho nos olhos foi notório. Agradece-me e segue o seu caminho, ainda com o seu peso apoiado na bengala. Mas eu sigo, desta mais leve, e a imaginar o que um simples gesto foi capaz de fazer.</p>
<p>Ainda há quem se importe! A generosidade efectivamente transmitida com a mais banal das perguntas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Antes da tempestade chegar&#8230;</title>
		<link>http://www.diogopinto.net/2009/06/antes-da-tempestade-chegar/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 23:16:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrita Criativa]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de estudante]]></category>

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		<description><![CDATA[A noite pesa sobre os ombros,
Os olhos é que se queixam.
O cérebro quer escrever,
As mãos é que não deixam.
A mente enterra-se,
Os braços não mentem.
Os livros chamam,
Os ouvidos não sentem.
A cabeça cai,
O corpo estremece.
Acordo e faço um esforço,
É para minha benéce.
Viro o pescoço,
Distraio o pensamento.
Antes da tempestade chegar,
Aprecio este momento.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A noite pesa sobre os ombros,<br />
Os olhos é que se queixam.<br />
O cérebro quer escrever,<br />
As mãos é que não deixam.</p>
<p>A mente enterra-se,<br />
Os braços não mentem.<br />
Os livros chamam,<br />
Os ouvidos não sentem.</p>
<p>A cabeça cai,<br />
O corpo estremece.<br />
Acordo e faço um esforço,<br />
É para minha benéce.</p>
<p>Viro o pescoço,<br />
Distraio o pensamento.<br />
Antes da tempestade chegar,<br />
Aprecio este momento.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Afinal a lua também é um planeta</title>
		<link>http://www.diogopinto.net/2009/06/afinal-a-lua-tambem-e-um-planeta/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 15:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de estudante]]></category>

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		<description><![CDATA[As minhas aulas de Geologia foram há pouco invadidas por polémica que eu causei. Para mim, a lua não era um planeta. À custa disso, errei uma pergunta que vinha no Teste Intermédio, para eu classificar como verdadeira ou falsa:
A lua é um planeta geologicamente inactivo
Falsa, julgava eu! Onde foram eles buscar a ideia que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As minhas aulas de Geologia foram há pouco invadidas por polémica que eu causei. Para mim, a lua não era um planeta. À custa disso, errei uma pergunta que vinha no Teste Intermédio, para eu classificar como verdadeira ou falsa:</p>
<blockquote><p>A lua é um planeta geologicamente inactivo</p></blockquote>
<p>Falsa, julgava eu! Onde foram eles buscar a ideia que a lua era um planeta? Para mim a lua sempre foi um satélite natural da Terra, não um planeta. Resolvi confrontar a minha professora de Geologia que, se me permitem, <strong>de competência que deixa a desejar</strong>, me diz que não tem a certeza. Ora se a minha professora não tem a certeza, como poderei eu ter?</p>
<p>Resolvi averiguar, por outras palavras, pesquisar no Google, e obtive uns resultados interessantes. <a href="http://sol.sapo.pt/blogs/helderfraguas/archive/2008/07/24/A-LUA-_C900_-UM-PLANETA_2100_.aspx">Alguém concordava comigo</a>! Afinal eu tinha razão, <strong>a lua não é um planeta</strong>. Lembrei-me de um trocadilho do meu tio: &#8220;Nem tudo o que vem à &#8216;net&#8217; é peixe&#8221;. Não me devia contentar com apenas um resultado, e continuo a pesquisar. <a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080301080049AAG0SL5">Outras pessoas concordavam comigo</a>! Até diziam mal de quem achava que a lua era um planeta. Senti-me com vontade de esfregar estes resultados na cara do autor do exame intermédio e, quiçá, ensinar algo à minha professora.</p>
<p>Ainda descontente, vi no fundo da página, de uma fonte fidedigna um título que me destroçou: <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=644848">&#8220;A Lua também pode ser um planeta?&#8221;</a>. A interrogação oferecia-me uma réstia de esperança. Li o texto todo, que e passo a destacar:</p>
<blockquote><p>A confusão instalou-se com a nova definição proposta na passada semana na UAI, segundo a qual todos os objectos que giram em torno do Sol são planetas, excepto se andarem à volta de outro planeta. Mas existe uma outra condição para legitimar o estatuto de planeta: se o centro de gravidade estiver fora do astro maior, então o mais pequeno também passa a ser merecedor do tão prestigiante título(&#8230;)</p></blockquote>
<p>Senti uma ira descomunal. A minha professora já me havia dito, a ciência é dinâmica, mas como raio haveria eu de saber que aquilo que me ensinaram no básico tinha sido alvo de ponderação científica?</p>
<p>Foi preciso a máquina substituir o homem. Desta polémica toda, colocando a indignação de parte, chego a uma única conclusão: a tecnologia ultrapassou o homem. Sabe mais que uma professora, engana qualquer aluno. Lembrem-se sempre: &#8220;Nem tudo o que vem à &#8216;net&#8217; é peixe&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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